Auguste Strindberg, por Pascal Bonitzer

Atualizado: 17 de Nov de 2020

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É perigoso debruçar-se sobre o caráter de outra pessoa'. Strindberg agia como um médico, da mesma maneira que Ingmar Bergman (que claramente o influenciou). Como exemplo do que é um 'caráter', ele dá o seguinte, entre outros: 'Conheço uma freira que estimo muito, porque sei que é sincera. Mas sei que ela é muito sensível aos prazeres materiais e mesmo que bebe um pouco. Quando percebi isso, julguei-a hipócrita, mas, depois de algum tempo, tudo se esclareceu pra mim. Ela é freira porque é sensual. Não representa o papel de devota, faz penitência para vencer as suas más inclinações. Já não vejo mais contradições nisso; no entanto, receio que frequentemente os religiosos escondam tendências criminosas."


Este trecho pode ser encontrado no texto "Personagens e Acontecimentos", no livro "Prática do Roteiro Cinematográfico", escrito por Bonitzer e Jean Claude Carriére, Este livro é um daqueles fundamentais na biblioteca de qualquer roteirista e nele Carriere e Bonitzer compartilham muitos de seus conhecimentos. Carriere, nascido em 1931, escreveu mais de 150 roteiros e trabalhou junto com um dos mestres do cinema: Luis Buñuel. Pascal Bonitzer soma em seu curriculo mais de 40 anos de experiência e mais de 50 créditos. O livro pode ser encontrado AQUI.

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