Os 26 filmes recomendados por David Fincher: 03 Dr Strangelove








Diretor: Stanley Kubrick


Roteiro: Terry Southern & Peter George


Elenco: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden, Keenan Wynn, Tracy Reed e James Earl Jones


Sinopse: Um general psicótico da Força Aérea Norte-Americana planeja um esquema engenhoso, infalível e irrevogável: envia bombardeiros para atacar a União Soviética. Enquanto isso, o presidente dos EUA trabalha com o primeiro-ministro soviético em um esforço desesperado para salvar o mundo.


Onde encontrar: Mais um que não vai encontrar nem na Netflix, nem na Amazon Prime Video e nem no HBOGO. Há dvds a venda no Mercado Livre, e também na Amazon, mas acredito que no Mercado Livre os preços estão bem mais interessantes.


Relevância do filme: O filme é a única comédia de Stanley Kubrick e se todo o filme fosse uma catástrofe, a cena da briga na sala de guerra do Pentágono já valeria a pena. Comédia sobre guerra são difíceis de se fazer. Já ouvi por aí que o filme que Spielberg mais se arrepende de ter feito e que encontrou muita dificuldade para encontrar o tom foi 1941: Uma Guerra Muito Louca.



Impacto na obra de David Fincher: Nas minhas fontes e referências não encontrei nenhuma citação do Fincher ao filme do Kubrick. O que encontrei foi uma referência no livro David Fincher: Interviews (em Inglês) editado por Laurence F. Knapp. (Se quiser saber mais sobre o livro clique aqui!) onde o Fincher fala o seguinte sobre o Kubrick:


“I have a philosophy about the two extremes of filmmaking. The first is the “Kubrick way,” where you’re at the end of an alley in which four guys are kicking the shit out of a wino. Hopefully, the audience members will know that such a scenario is morally wrong, even though it’s not presented as if the viewer is the one being beaten up; it’s more as if you’re witnessing an event. Inversely, there’s the “Spielberg way,” where you’re dropped into the middle of the action and you’re going to live the experience vicariously–not only through what’s happening, but through the emotional flow of what people are saying. It’s a much more involved style. I find myself attracted to both styles at different times, but mostly I’m interested in just presenting something and letting people decide for themselves what they want to look at…I look for patterns in coverage, and for ways to place the camera to see what you need to see, from as far away as possible. I try to remain semi-detached; I want to present the material without becoming too involved. I’ll say to myself, “Am I getting too involved in the action? Am I presenting this to someone who’s uninitiated to these people, and doesn’t want to be in the middle of the argument? Maybe we should be doing over-the-shoulders, as if the spectator is experiencing the scene after returning from the water cooler.” My [visual] approach comes from a more voyeuristic place.” (No livro em questão na página xi)


Fiz aqui uma tradução livre com alguns ajustes via google tradutor:


“Tenho uma filosofia sobre os dois extremos do fazer cinema. O primeiro é o "jeito Kubrick", em que você está no final de um beco em que quatro caras chutam um bêbado. Esperançosamente, os membros do público saberão que tal cenário é moralmente errado, mesmo que não seja mostrado como se o espectador fosse aquele que é espancado; é mais como se você testemunhasse um evento. Inversamente, existe o "jeito Spielberg", onde você é jogado no meio da ação e vai viver a experiência indiretamente - não apenas por meio do que acontece, mas por meio do fluxo emocional do que as pessoas dizem. É um estilo muito mais envolvente. Sinto-me atraído por ambos os estilos em momentos diferentes, mas principalmente estou interessado em apenas apresentar algo e deixar as pessoas decidirem por si mesmas o que querem ver ... Procuro padrões na cobertura e maneiras de posicionar a câmera para ver o que você precisa ver, o mais longe possível. Tento permanecer semi-desapegado; Quero apresentar o material sem me envolver muito. Eu direi a mim mesmo: “Estou me envolvendo demais na ação? Estou apresentando isso para alguém que não é iniciado para essas pessoas e não quer estar no meio da discussão? Talvez devêssemos estar sobre os ombros, como se o espectador estivesse experimentando a cena ao retornar do bebedouro. ” Minha abordagem [visual] vem de um lugar mais voyeurístico”.


Pra finalizar, acho que o humor mordaz de Fincher, sobretudo em Fight Club, Se7en e Garota Exemplar e em A Rede Social me parece muito próximo do humor cáustico e radicalmente irônico de Dr Fantástico.




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